8 de ago. de 2013

Nós do movimento de hip hop Quilombo Urbano, viemos a público, denúncia os atos de violência, discriminação racial na Câmara de vereadores de São Luis.



Ontem foi o dia da assembleia popular na Câmara de vereadores São Luis, assembleia esta que foi marcada, devido à ocupação da Câmara, onde o coletivo de ocupação estaria sendo representado por uma comissão de 10 pessoas, sendo três na mesa de coordenação e sete com direito a voz no plenário, acordo feito com o vice-presidente da casa em exercício e firmado em documento. A assembleia estava marcada para as 10h00min as da manhã, sendo que ao chegamos ao local, fomos impedidos pelos seguranças da Câmara de entra no espaço do plenário e da galeria. Sendo que a galeria do Plenário já estava ocupada por seguranças(policias infiltrados)  e assessores dos vereadores que usaram como tática de manobra ocupação o espaço para impedir que a população  não tivesse acesso. Na entrada da Câmara já fomos recepcionado de forma truculenta pelos seguranças e guardas municipais, onde um guarda municipal jogou spray de pimenta nos manifestante, que queria apenas entra na Câmara para participar da assembleia, que ate o momento não tinha nada de popular. Depois de muita manifestação na entrada, a comissão de negociação conseguir entrar, sendo que no espaço da galeria, as pessoas que conseguiram entrar, ficaram o tempo todo sendo intimidados e ameaçados pelos seguranças. No inicio da assembleia, os vereadores questionados sobre os seus trabalhos na casa, se comportavam com extremo autoritarismo sobre os questionamentos e reivindicações feitos pelos representantes do coletivo, como no ponto da transparência e abertura das contas da casa, onde vereador Sergio Frota perdeu o controle e começou fazer acusação aos representantes do coletivo, chegando ao ponto de exigindo para Reginaldo o único negro coletivo, o seu atestado de antecedentes criminais, apontando  o dedo em direção, onde estava esperando o seu direito a voz. O coletivo de ocupação entendeu que o ato do vereador Sergio Frota, com o companheiro Reginaldo, foi um ato de discriminação racial, onde Reginaldo é o único negro da comissão de negociação, o fato de ter sido questionado os seus antecedentes criminais, foi associado à cor de sua pele, onde no seu subconsciente racista, do vereador, todo o negro é bandido, todo negro tem problemas com a policia, e discriminação pela cor da pele, pela sua condição sócio-racial é racismo, e racismo é crime. Onde não foi só o racismo do vereador Sergio Frota que vieram a toda, mas também as práticas machistas e de abuso praticas pelos seguranças dos vereadores, na hora que foi encerrada a sessão, passando a agredir os manifestantes, que estavam na galeria, como pegar nas partes intima das mulheres que estavam saindo da galeria. A assembleia popular de ontem, só mostrou de que forma os vereadores  estão representando a população de são Luis, onde a democracia só esta em escrita em papel, pois podemos ver e sentir na pele as práticas autoritárias dos parlamentares, chegando ao ponto do presidente da casa, vereador Pereirinha, mandar os seguranças, retirar da galeria, a um manifestante que estava apenas levantando cartaz, com frases como ”eu já sabia, é só ilusão”, onde no próprio regimento interno da casa, garante esse direito de se manifestar na galeria através de cartazes, onde esse direito também não foi respeitado pelos vereadores que parecia esta numa redoma de vidro intocável. Informamos que, as providência legais já foram tomadas, sobre as agressões e a discriminação a Reginaldo. Deixamos aqui o nosso repúdio a esse tipo ditador e opressor de se fazer política.  

1 de ago. de 2013

Mostra de Hip Hop e Lançamento da Campanha por Creches na Periferia-Quilombo Urbano e Luta Popular.


Ocupar e Resistir.

O movimento de hip hop organizado Quilombo Urbano, e movimento Nacional Luta Popular, estivemos presente na ocupação da Câmara de vereadores de São Luis, juntos com os moradores da Vila paco, estudantes da Ufma e do ensino médio, militantes de diversos Movimentos Sócias, e a Central Cindical e Popular Csp Conlutas, na ocupação da Câmera de vereadores de São Luis. Reivindicando emergencialmente a melhora das estruturas das comunidades como a Vila Paco, que desde fevereiro deste ano esta com os moradores habitando em tendas, abandonados pelos poderes públicos depois de uma enchente que inundou as casas da comunidade. Ainda na pauta emergencial, esta a melhoria do transporte coletivo na capital, a real efetivação dos projetos de mobilidade urbana, por um plano emergência de obras publicas que atendam as demandas das comunidades de periferia, em torno de educação, emprego, saúde, transporte, moradia, saneamento, creches e espaços sócio educativos para realizações de cultura e lazer. Transparência dos gastos com transporte público e Regularização Fundiária. O movimento já alcançou algumas vitórias! Mesmo em recesso, alguns vereadores estiveram no local e ouviram as pautas de reivindicações. Mesmo contrariados os vereadores, fora obrigados marca uma assembleia popular para o dia 07 de agosto na volta do recesso, com 10 representantes do movimento de ocupação, sendo três na mesa de coordenação e 7 com direito a voz no plenário, para se discutir os três pontos de reivindicações; Mobilidades Urbana, Regularização Fundiária, Abertura das contas das empresas de transporte público, sendo que a população estará presente acompanhando a assembleia na galeria da câmara através de um telão no pátio interno da câmara. Acreditamos que é um direito legitimo da população,  ocupar e tomar posse daquilo que por direito e seu. Nos sete dias de ocupação, teve 7 assembleias populares sobre a sistematização das pautas de reivindicações, 3 aulas publicas, debate sobre opressões, a exibição do filme Uma Onda no Ar, radio favela, resgatando a importância das rádios comunitárias, e um grafiti feito pelos grafiteiros do Quilombo Urbano, com o titulo de “Ocupar e Resistir. Nas negociações, os vereadores, exigiram a desocupação da câmera ao firmarem compromisso documentado, da realização de uma assembleia popular para o dia 07 de agostos, onde o coletivo de ocupação a ser reunir em assembleia,  e decidiu desocupar a Câmera no dia 29, saindo em passeata, fazendo um ato de passe livre com catraca zero, no terminal de integração da praia grande chamando a população para entrar sem pagar passagem, e convocando a população, a esta presente no dia, 07 de agosto às 10:00hs na assembleia popular, na Câmera de vereadores de São Luis.

  


Encontro do movimento Quilombola da baixada Ocidental-MOQUIBOM em Santa Helena-MA.


O movimento Nacional Quilombo Raça e Classe, e o movimento de hip hop Quilombo Urbano, participaram do Encontro das Comunidades Quilombolas da Baixada Ocidental na sede da pastoral da terra em Santa Helena-Ma, organizado pelo MOQUIBOM e a Pastoral da Terra,  para se discutir a implementação da lei 10.639 e 11.645 nos municípios. Onde estiveram presentes 42 comunidades Quilombolas, de 16 municípios da baixada maranhense, gestores de educação e professores da rede publica de ensino. O encontro aconteceu na semana passada, dia 22, e foi até o dia 26 de julho. Na terça feira dia 22, fomos convidamos para esta numa roda de debates, sobre a Implementação das leis, junto aos municípios. 

Ao chegamos ao local do encontro, fomos recepcionados aos cantos de boas vindas, das pretas e pretos velhos e aos sons de tambores e atabaques, nos fazendo nos sentir a força e a energia de nossa ancestralidade.
Na parte da manhã professora Claudicéa Durans do Quilombo Raça e Classe, foi excelente ao apresentar no encontro, o trabalho da professora Maria da Guia sobre o tema; A implementação das leis 10.639 e 11.645, fazendo um resgate histórico do processo escravista no Brasil, da educação eurocêntrica imposta pelas elites dominantes, da negação das histórias dos povos negros e indígenas, na historiografia brasileira, e de como a população negra foi impedida de ter acesso a educação no período colonial e pós-abolição com leis e decretos. 

As comunidades Quilombolas mostraram-se bem conscientes sobre o que querem com a implementação das leis, e uma grande preocupação no resgate histórico sobre a territorialidade regional; história, cultura, religião, e linguas das comunidades Quilombolas e Indígenas, e de que forma esses matérias didáticos e paradidáticos estão sendo produzidos. Na parte da tarde a roda de debate continuou, onde foi proposto pela professora  Claudicéa, a construção de um fórum permanente, para se discutir junto com as comunidades tradicionais Indígenas e Quilombolas, os gestores de educação dos municípios, os movimentos sócias e a sociedade civil organizada, a produção do material didático  e paradidático  a ser trabalhado nas salas de aula e a efetiva implementação da lei nos municípios. No final da tarde tivemos um resgate histórico sobre identidade, Brasil-África com Sonianke do Quilombo Urbano, fazendo um resgate da África antes do processo escravista e a quebra do seu decurso de desenvolvimento, de como a população negra, se organizou perante a escravidão, encerado a nossa participação, com canção pretas raízes do grupo de rap Dialeto Preto, num momento bastante emocionante, nos fazendo sentir felizes pela nossa humilde contribuição ao encontro, e a manutenção de nossa luta pelo fim do racismo, do machismo e da homofobia, e pelo respeito às diferenças étnicas.

13 de mai. de 2013

13 de Maio, dia da falsa abolição.


"Meus heróis eu conheci no Hip Hop, não na escola, professor desinformado deturpou minha história" (Gíria Vermelha).

O 13 de maio no Brasil é lembrado como o dia da abolição da escravidão, onde as escolas nos ensinam, que com um simples ato de bondade, a princisa Isabel assina a lei áurea e liberta os escravos, acabando com o modo de produção escravista que regeu a sociedade brasileira por mais de três séculos. Infelismente o espaço escolar que era pra ser um lugar de aprendizagem e conhecimento multiracial, já que o Brasil é formado por três raças, vem sendo usado como meio de dominação de um povo sobre o outro. Assim como o modo de produção escravista negou as origens, línguas e história dos povos escravizados, a escola nega as origens, línguas e história dos povos africanos e Indigenas, quando não conta uma outra história fictícia fazendo parecer com que estes povos fossem inferiores aos povos europeus que colonizaram o Brasil. Em 1888 quando a lei Áurea foi assinada, apenas 2% da população ainda permanecia em trabalho escravo, o que levou a burguesia brasileira a criar uma lei para acabar com a escravidão, foi o fato de quer a maioria da população já era livre, liberdade conseguida através das fugas para os Quilombos, que desde o século XV já perturbava o sonho dos senhores de engenho. O segundo fato que levou a criação dessa lei, foi o plano de criar uma heroina branca pra ser glorificada nos marcos históricos como libertadora dos escravos, o terceiro fato, foi a pressão dos paises europeus, não por pena dos pretos e indigenas escravizados, mas pelo o fato que a burguesia mundial entrava na fazer industrial e precisava de pessoas assalariadas para consumir os seus produtos. Assim como a abolição do trafico negreiro imposta pelos britânicos, que não tinha o objetivo de amenizar o sofrimento dos pretos e sim de manter o controle sobre e economia colonial, já que os britânicos tinham escravos o suficiente e não precisavam mais do trafico, a lei Áurea foi mais uma tática da burguesia brasileira contra os povos escravizados. A históriografia brasileiras escrita pelos intelectuais herdeiro do regime escravista, apagou a verdadeira história de lutas dos povos escravizados, que desde o inicio da escravidão se organizou e lutou para preserva suas raizez, antes da chegada dos europeus ao continente latino americano, este já era habitado por povos nativos, que em menos de um século fora exterminados pelos colonizados europeus, que não se conteve de tamanha crueldade contra os nativos e passaram a traficar os africanos para trabalharem como escravo no Brasil.

p/Sonianke, militante do Movimento Hip Hop Organizado do Maranhão QUILOMBO URBANO e da Posse de Hip Hop Liberdade Sem Fronteiras.

24 de ago. de 2012

24 de agosto, 182 anos sem luiz Gama.

"Não tolero o magistrado
que do brio descuidado
vende a lei, trai a justuça
faz a todos injustiça
com rigor deprime o pobre
presta abrigo ao rico, ao nobre
e só acha horendo crime no mendigo que deprime".
Luiz Gama.

Periafricania produções presenta:


Política

P/ Mumia Abu Jamal
Há pessoas que dizem não se interessar por política; que não participam ou não querem se meter nesta área. Mas o fazem. Sua participação só está disfarçada com a indiferença ou a distração. É o conformismo silencioso de milhões que apóiam o sistema. Quando não te opões a um sistema, teu silêncio se transforma em aprovação, já que não faz nada para interromper o sistema. As pessoas buscam todo tipo de desculpas para sua indiferença. Inclusive apelam a Deus como uma forma de apoiar o status quo. Eles falam em lei e ordem. Mas olhe o sistema, olhe a "ordem" social atual da sociedade. Podes ver Deus? Dá para ver lei e ordem? Não há mais que desordem, e em lugar da lei só existe a ilusão da segurança. É uma ilusão porque está construída sobre uma longa história de injustiças: racismo, criminalidade, e a escravização e o genocídio de milhões. Muita gente diz que é uma loucura resistir ao sistema, mas, na realidade, é uma loucura não fazê-lo.

por/ Mumia Abul Jamal.

24 de jun. de 2012

Cultura Popular Dominada pela Classe Rica.

 Bumba-boi de Pandeirão, Boi de Zamumba, Tambor de Criola, Cacuriar, Dança do Coco, Quadrilhas,  culturas que surgiram como forma de organizar o povo e manter suas tradições culturais vivas, tendo como referência os povos originários negros e indígenas, hoje esta sendo usada pelos brancos como forma de dominação e exclusão da polulação negra e indígena que a produz. São Luis, considerada pelo sistema de dominação capitalista como patrimônio da humanidade, humanidade que esta com um elevado grau de mílpia, não conseguindo enxergar as injustiças do nosso estado e de quem  o controla, estando a serviço da classe rica e não dos pobres, pois o que vemos dentro das periferia ludovicense não é de causar orgulho em ninguém pelos seus 400 anos, e sim de causar indignação por sermos um estado tão ricos e a população tão empobrecida. A dominação da cultura pelo estado não tem ajudado a manter nossas tradições culturais, pois antes as tradições culturais tinha como referência os espaço de as suas vivencia, os bairros de periferia, as suas próprias comunidades, Liberdade, Bairro de Fatima, Coroadinho, Anjo da Guarda, bairros com tradições culturais que hoje só estão associados somente ao crime as drogas, tendo a sua polulação marginalizada e excluída socialmente, sendo alvo de chacota dos programas policias que não se canso de dizer que nesses bairros só tem bandidos. Criado pelo governo da Rosengana, os vivas cidadões nos bairros não veio para aglutina pessoas produtora de cultura e sim para controla-las, pois para se fazer uma atividade nesses espaços tem que ter autorização do estado, que na maioria das vezes não autoriza, deixando o espaço ocioso o ano todo. Hoje a maiorias dos arraias de São Luis é em área nobre, como no calhau, no reviver, na praça Maria Aragão, espaços de festa que não esta acessível para quem produz a cultura, onde os bens consumíves são de preços elevados deixando e população negra e indígenas sem as mínimas condições de freqüentarem, ficando evidente esse sistema de dominação e exclusão. A única liberdade que os brancos ricos  querem da aos povos originários e liberdade cultural, porque o branco não tem cultura a não ser a de dominar e oprimir.  
Nós outdoor da cidade vemos a propaganda o melhor são joão da história do maranhão, , nas na real veja a situação dos vivas nos bairros de periferia, como o da Liberdade, onde o palco e as estacas raiz da obra do pac.

por; Sonianke-Dialeto Preto.

Raio X Nordeste em Studio- Quebrando as correntes(preto Roob).

Das Ruas para o mundo; Cd do Grupo de Rap Raio X Nordeste.

Formado por Preta Lua, Dj Beto e Preto Roob o grupo de rap Raio X do Nordeste está em fase de finalização  do seu primeiro CD, já era sem tempo! O grupo é a prova mais viva de que o Hip Hop militante tem vida própria e que valeu apenas esperar tanto tempo sem se desesperar por ter ficado 15 anos sem gravar um CD, o grupo existe desde 1997.
            Além das músicas já conhecida do público maranhense como Quilombo e Bem Escuro, tivemos acesso ao repertório do CD e ficamos impressionados, o bagulho é bombástico!  Músicas como Picadeiro de Pilantras, Que Droga!,  Relatos de Um Nordestino, A Marcha, entre outras, farão a favela se nutrir de ideias revolucionárias e a burguesia tremer de medo. Alguns nomes já consagrados do Hip Hop do Maranhão abrilhantam ainda mais o primeiro trabalho do grupo. Dentre estes destacam-se Preto Hertz do Gíria Vermelha, Sonianke do Dileto Preto, Mc Moreles, Preta Lú do QI Engatilhado, além de ex-integrantes do grupo como Gustavo e Preta Ana.
             O lançamento do CD deve acontecer no final do mês de Julho e será o quarto lançando pela produtora Periafricania do Quilombo Urbano. Antes, tivemos P.R.C. (2006), Gíria Vermelha (2008) e a coletânea “20 anos de Correria, 20 anos de Periferia”, lançada em 2010.  As letras das canções são bastante criativas e contundentes, as bases bem produzidas e as levadas muito envolventes, aliás, o grupo tem a sua frente um dos melhores vocalistas do Hip Hop nordestino e, por que não dizer, brasileiro, que é o Preto Roob. Preta Lua também não deixa a desejar e o DJ Beto Belo dá o toque mágico com as mãos nos toca discos.  Agora é aguardar só mais um pouco para adquirir o seu. Em breve publicaremos aqui uma entrevista especial com o grupo.




por; MHM- Quilombo Ubano.

29 de fev. de 2012

Uma Criança Chamada Pinheirinho, Um Monstro Chamado Alckmin.


Pinheirinho é uma criança negra de oito anos de idade filha de trabalhadores sem-tetos que residem em uma ocupação localizada na região de São José dos Campos, São Paulo. Segundo as crendices populares, Pinheirinho é protegido por deuses e santos proletários. Alckmin, por sua vez, é um monstro, um monstro protegidos por demônios de toga, um monstro demolidor de sonhos proletários, um monstro criado em laboratório para proteger os castelos de platina.
Cada vez que uma ocupação é demolida, que um morro é ocupado ou que um pobre é assassinado pela polícia, o monstro Alckmin se agiganta, é assim que ele sobrevive. No entanto, para continuar mantendo seu status de demolidor de sonhos proletários, a cúpula do inferno de platina deu um ultimato ao monstro Alckmin: ele teria que por fim a vida do aguerrido Pinheirinho.
Admiradores confessos de Pilatos, os playboys e as dondocas dos castelos de platinas das redondezas da ocupação temem que Pinheirinho seja uma espécie menino Jesus negro protegido por magos favelados, uma ameaça em potencial aos especuladores imobiliários da região. O monstro Alckmin, obediente a cúpula do inferno de platina, não pensou duas vezes e saiu à captura de sua preza, era madrugada de domingo. Porém, antes de deixar seus aposentos sombrios, Alckmin ainda releu algumas passagens do livro Mein Kampf (Minha Luta) de Adolf Hitler. Nesse dia Pinheirinho quase não dormiu, seus sonhos eram lampejos de maus pressentimentos. Já o monstro Alckmin caminhava completamente tomado pelo ódio de classe, embriagado pelo racismo, vomitando calúnias e protegido pela grande imprensa que pactuou com a cúpula em distorcer tudo que viesse a comprometer a ação maligna de Alckmin.
Os estragos foram indescritíveis. Os pais, parentes e amigos de Pinheirinho resistiram, tentaram impedir que o pequeno garoto fosse sequestrado, mas o monstro foi impiedoso e deixou pelo caminho um rastro de destruição, sangue, sofrimento e mortes. A mídia recortou os fatos para esconder a tragédia, as direções dos hospitais silenciaram sobre o número de mortos e feridos, enquanto Alckmin lavava suas mãos sujas de sangue em uma bacia prateada.
Desolados, os deuses proletários se reuniram, mas nada puderam fazer. São Cosme e São Damião esgotaram suas energias na tentativa de proteger Pinheirinhos. Sem alternativa celestial, os deuses proletários chegaram à conclusão que somente os seres humanos, os simples mortais de carne e osso pertencente à classe trabalhadora poderiam resgatar Pinheirinho das garras do maldito monstro Alckmin.
Resolveram mandar um sinal que brilhou no céu de todos os estados brasileiros e de muitas regiões do mundo dizendo Pinheirinho ainda está vivo!. Os deuses, quem diria, aprenderam e agora tentam ensinar que a força mais poderosa da humanidade provém da unidade e da solidariedade daqueles que produzem as riquezas que sustenta esse mundo, a classe trabalhadora. Mas, contudo, continuarão rezando para que a graça dos pobres prevaleça ante a desgraça emana dos ricos.
Observando isso, o monstro Alckmin e toda a cúpula do inferno de platina ficaram preocupados, pois descobriram também que a medida que o povo pobre de todo o Brasil se mobilizar a liberdade de Pinheirinho se tornará uma realidade e milhares de outros pinheirinhos poderão surgir país a fora.
Na real, o desfecho dessa saga depende da ação concreta e imediata de cada um de nós.

VIDA LONGA A PINHEIRINHO, CADÉIA PARA ALCKMIN!





Hertz Dias é professor de História, vocalista do grupo de rap Gíria Vermelha do Quilombo Urbano e militante da CSP Conlutas.

21 de fev. de 2012

Malcolm X; exemplo de Resistência e luta, 47 anos do seu assassinato.

Nascido no dia, 19 de maio de 1925, em Omaha, Nebraska Malcolm X foi um maiores defensores dos negros na América, na África e na Diáspora africana, se tornando um dos grandes lideres que o povo negro teve na história. Tendo uma infância conturbada, pelos constantes ataques da kuklusklam em sua casa, devido seu pai ser um pasto que pregava a ideologia de marcos Garvem, “onde os negros só seriam livres, se retornassem a África”, sendo assassinado pelos brancos supremacistas. Vendo a sua família desestabilizada, pela morte do seu pai e logo em seguida por sua mãe se acometida por um colapso nervoso, Malcolm X é levado para um orfanato, perdendo o contado com seus irmãos, até ser adotado por uma nova família.





Distante dos controles da mãe, perdendo todo o contato com seus irmãos e com a vida que levava antes e com seus ensinamentos se pai, Malcolm acaba entrando no crime ainda jovem, passando viver nas ruas, nos bares à noite, fazendo todo e qualquer tipo de transação para sobreviver; tráficos, jogos, assaltos, acabando preso, julgado e condenado a 11 anos de reclusão em regime fechado. Dentro da prisão, através de seu irmão, Malcolm conhece a Nação do Islã*, movimento religioso dos Mulçumanos que organizava os pretos na América contra a supremacia branca.Se convertendo aos ensinamentos do Alcorão, o Livro sagrados dos Mulçumanos, e passando a se comunicar com o principal líder da organização. Malcolm passa a desperta a sua consciência sobre os problemas dos negros na América, passando há dedicar seu tempo a leitura, ao estudo. Ao sair da prisão Malcolm é apresentado pessoalmente ao líder da Nação do Islã, que percebe o quanto Malcolm tinha mudado após se converte a religião, passando a ser ministro de sua organização e se tornando um dos grandes oradores de sua organização.



Viajou vários países da África no seu regate africano, palestrou nas grandes universidades, construindo uma consciência de superação dos negros, aos problemas causados pela escravidão e pela supremacia branca nos Estados Unidos, debatendo a questão racial e social, afrontando o sistema opressor.


Contudo, em 21 de fevereiro de 1965, na sede de sua organização, Malcolm X foi assassinado com 16 tiros calibre 38 e 45, em frente de sua esposa Betty, que estava grávida, e de suas quatro filhas ao iniciar uma palestra na sede de sua nova organização.


















Malcolm X é o nosso grande exemplo de luta, do povo negro e classe trabalhadora.

“MALCOLM X, EXEMPLO DE RESISTÊNCIA PRA QUEM ESTA AI PERDIDO,
“SEJA NO CRIME OU NO HIP HOP VENDIDO.”


p/ Sonianke,

Valete- Quando o sorriso morre.

28 de dez. de 2011

Pelas quebras da Liberdade.


O barrato é louco irmãos, mais um ano se passando, e a correria continua, trabalhamos de sol a sol, fichado ou de bico, sempre resistindo a exclusão, preconceito, a violência policial e a aculturação branca europeia para nossas mentes e corpos pretos, calejado e sofrido mais nunca cansado de lutar pela nossa liberdade, econômica, política e cultural, como muitos dos nossos lideres que foram assassinados pelo colonizador branco lutaram, enquanto alguns de nos hoje ficam sentados assistindo rebelde e malhação como se a cor de que esta lá é igual a de quem esta aqui na quebra, sofrendo com o desemprego, e com a violência policial e do estado, que só discuti violência quando atinge alguém da dita “sociedade organizada”, os play boy, os brancos, que logo procuram fazer suas passeatas pedindo paz com a repressão dos indivíduos violentos, mau educado, preto, pobre, favelado isolado no gueto, na favela sem nenhum direito respeitado, onde os policia chegam sempre com o dedo nervoso, achando que somos as piores ameaças , acham que vão revolver os nosso problemas sócio-raciais nos espancando em qualquer abordagem na quebra, onde somos todos visto como bandidos em potencial desde o período colonial “se policia revolvesse os problemas dos pretos, estávamos bem na fita a um tempão”, quanto irmãos já se foram mortos pela policia, quantos trabalhadores tiveram suas vidas tiradas pelas policia. Gerô, o operário da construção civil. No dia 24/12 na comunidade da boa esperança, um policial demominado de cabo cross, passou com sua viatura e disparou um tiro de bala de borracha em uma jovens só porque ela não deu a informação que ele queria, acelerando a viatura se evadindo do local, o mesmo já é conhecido entre e juventude por ser agressivo, na quebra os jovens são agredidos diariamente pela polícia, aqui na liberdade é difícil não pegar baculejo, já fomos presos, espancados, e levados para o plantão da refesa, só porque a policia acham que três pretos num carro novo é bandido, mais como a única coisa que nos temos nessa sociedade branca, racista, preconceituosa e a nossa palavra como preto, conseguimos provar que não desacatamos ninguém, que agimos em legitima defesa, provando que quem estava errado erra os policia, onde no desenrolar do processo ficamos sabendo que a frente da casa do meu parceiro preto moura onde fomos preso na rua da vala é tida pro estado, pra policia como área de risco.
As vezes a tarde, quando não estou trabalhando (fichado ou de biço), fico no canto da rua da vala conversando com seu joca, seu mora, pai de Afonso(preto moura), e com outros parceiros da quebra que sempre colam por lá a tarde, onde a brisa da maré nos tranqüiliza por alguns segundos perante as mazelas do estado com a nossa comunidade, onde fico tentando ver qual é o risco da área.
Crianças, tios e tias, jovens, carros, bicicletas, motos, entre e sai da rua da alegria e rua da vala, as pessoas sempre ouvindo as pilhas que moura dá em quase todos que passa em frente ao seu salão,
que é o pátio da sua casa e o corte é dois conto, mais pra corta tem que marca ponto entre a rapa que se amontoa na frente de sua casa, tida como área de risco pro estado em nosso processo. “FIQUE ESPERTO”.
P/ Sonianke-Dialeto Preto.

27 de dez. de 2011

Poesia na Diáspora Africana.

Mulher Negra

Da África fui arrancada
Escravizada, desumanizada, violentada
Humilhada pelo senhor
Tiraram meu filho pr’eu amamentar o filho do estuprador
Trabalhando na lavoura e na agricultura
Essa era vida de negra, dura
Mas eu não me acomodei, resistir
Com meus irmãos de cor
Quilombos construir
O que não tolero e não aceito
Alguém cheio de preconceito
Com tudo que tenho feito e vivido
Dizer que Quilombo é lugar de preto fugido.
Quilombo é o espaço de resistência é luta
Construído com muita labuta
Onde negros, índios e brancos em comunhão
Viviam sem exploradores e opressão.
Luiza Mahin, Dandara, Acotirene e outras negras do passado
Assim como Anastácia
nos deixaram úm grande legado
a união a resistência do povo escravizado.
Minha inteligência chamam de intuição,
Doméstica é o que nos resta de profissão
Dondoca, sexo frágil não nos cabe não,
nesta sociedade monocultural
Minha luta pelo direito a igualdade social
Não apagou minha diferença étnico-racial
Sou muito mas que esta franzina aparência
Sou pura resistência
minha arma é minha consciência.


p/ Nicinha Durans é poetiza da Periferia do grupo de rap Dialeto Preto.

18 de dez. de 2011

LIBERDADE PARA MUMIA ABUL JAMAL


Jornalista e militante negro do partido dos Panteras Negras nos anos 70, Mumia Abu Jamal foi preso e condenado a morte por ser acusado de matar um policial que espancava seu irmão no início dos anos 80. Em 27 de março de 2008, a Corte Federal de Apelações dos EUA anulou essa sentença, convertendo-a em prisão perpétua. Exigimos um novo jugamento, a sentença de MIMIA ABUL JAMAL não tem haver com o seu caso, e sim com o fato de ele ser um militante negro ante racista no país que mais segregou a população negra na America. LIBERDADE PARA MUMIA ABUM JAMAL.

2 de dez. de 2011

“A luta dos pretos e por liberdade, não por integração, respeito como ser humano, respeito como preto, respeito como preta) Malcolm X.



Além das reivindicações sobre os direitos básicos da nossa sobrevivência; Emprego, educação, saúde, cultura e lazer, os negros na periferia sempre se posicionaram em relação aos órgãos de segurança pública, denunciando as inúmeras agressões sofridas diariamente dentro das periferias, onde os representantes desses órgãos, o policial que é preparado meses e meses na academia, agem com grande violência e desprezo com a classe trabalhadora, como aconteceu no assassinato do operário da construção civil, que foi brutalmente assassinado com cincos tiros semanas atrás pela polícia(foto a cima), e como continua acontecendo, principalmente, com os jovens negros nas periferias brasileiras. Isolado do convívio da dita sociedade organizada, por não ter uma educação de qualidade e multi-plurietnica, que venha discutir as diferenças étnicas e o papel de cada grupo dentro dessa sociedade, tendo apenas um padrão educacional do ponto de vista branco, europeu, que ver os povos não brancos como inferiores, o jovem negro se evadir do espaço escolar, indo sobreviver como pode dentro das periferias, que padece das estruturas sociais do estado, mas viver cercada pela polícia, racista e preconceituoso para com o povo negro. Banalizamos a pobreza a tal ponto, que não nos indignamos com o estado de penúria social em que se encontra o nosso estado,“De tanto vermos tudo não distinguirmos nada”, ficando apático com a violência social e policial em nossas comunidades e com as noticias de corrupção em nosso país, que vive a propagandear o mito da democracia racial, maquiando e escondendo a realidade da população negra, indígena e mestiça dentro das periferias. No último senso do IBGE, divulgado há poucos dias, os dados sobre violência mostra que os homens morrem mais que as mulheres, fazendo a relação de gênero que também tem grandes desigualdades no Brasil, omitindo os dados sobre a violência em relação à raça, pois pra nós organizados no movimento hip hop Quilombo Urbano, quem esta morrendo pela violência é o jovem negro, é o jovem pobre, é o jovem mestiço da periferia, como mostra um estudo sobre a violência no Brasil; “Já entre os negros, o número de vítimas de homicídio aumentou de 26.915 para 32.349, o que equivale a um crescimento de 20,2%. Com isso, a brecha que já existia em 2002 cresceu mais ainda e de forma drástica...ou seja, morrem proporcionalmente 67,1% mais negros do que brancos”³. Vivendo neste estado de violência social, sem emprego, sem espaço pras práticas de esporte, sem incentivo a educação, o jovem negro acaba indo para as ruas de sua comunidade sobreviver como pode de bico, tentando ganhar o seu pão do dia. Tendo como pouca pratica de lazer, o futebol, jogado na rua por não ter espaço adequando para jogar, onde muita das vezes a bola é levada pela policia, sobre o pretexto de não poder jogar na rua, como se tivéssemos espaços adequados, onde se alguém expressar alguma atitude contra é agredido, no bairro da Liberdade, os policiais cabo Cross e cabo Marco, não hesitam em lhe ameaçar ou lhe agredir nas revista caso questione o porque da abordagem, onde já que não temos espaços para desenvolver cultura e lazer, até o theato padre Aroldo, fechou a porta para a comunidade, servindo agora como abrigo da policia, levando muitos jovens a revoltar com essa criminalização. Já que a educação não revolver, as perguntas sobre a nossa existência, sobre a nossa sobrevivência, não explica nada sobre nossa realidade. O porque de sermos negros, porque da pobreza que nos cerca, o porque de sermos jovens e termos que trabalhar tão cedo, diferente dos jovens brancos que estudam até se forma, o porque da violência policia em nosso meio, muitas perguntas sem resposta, acabam levando os jovens a se revolta, jogando a sua revota no crime, sendo seduzido pelo dinheiro para atender a sua necessidades. Para nos da posse de Hip Hip Liberdade sem fronteiras, já sabemos a mile anos que o crime não ira revolver nossa demanda de reivindicações dentro dessa sociedade fundada na opressão do povo indígena e negro, mas não podemos ver os negros que estão no crime, simplesmente como “bandidos em potencial” e como problema de polícia, pois estão ideologicamente dominados servindo de bucha de canhão no crime e na guerra interna dentro das periferias, que só tem tirado a vida de negros e pobre excluídos dos meios de produção, se vendo como inimigo, indo de contra a nossa libertação.

P/ Sonianke, Posse de Hip Hop Liberdade Sem Fronteitas e do grupo de rap Dialeto Preto.

18 de nov. de 2011

VI MARCHA DA PERIFERIA



Marcha da Periferia


Em novembro, na semana da consciência negra, marchamos dando continuidade as lutas que são travadas nas ruas no decorrer do ano. Levantamos nossas bandeiras fazendo nosso manifesto levando as reivindicações da periferia para o centro em caminhada pelas ruas do centro da cidade de São Luis/MA. Sociedade Civil, Movimento Estudantil, Movimentos Populares e Organizações Sindicais realizam a Marcha da Periferia.

A Marcha da Periferia, um ato político e cultural, surge em 2006 com o intuito de fortalecer a luta da classe trabalhadora. Esta é uma manifestação construída em diversas comunidades. Nos meses que antecedem as marchas são realizadas atividades em bairros abordando questões sociais. E é organizada pelo Comitê Pró-Periferia, estando composta principalmente pelo Movimento Organizado de Hip Hop/MA Quilombo Urbano, Central Sindical e Popular Conlutas, Quilombo Raça e Classe, ANEL: Assembléia Nacional de Estudantes – Livre e Representantes de várias comunidades.

Nos anos anteriores temas como Reforma Agrária, Reparações para com o povo negro, Pelo Fim da “Guerra Interna” na Periferia, Reforma Urbana foram colocados para discussão junto à sociedade. Neste ano de 2011 está sendo debatido o tema Contra a criminalização da pobreza. No decorrer da construção de cada edição da marcha é feito e entregue ao governo e a prefeitura um documento com pautas de reivindicações relacionadas à educação, habitação, saúde, desemprego, segurança pública, tendo como objeto pressionar os governantes a agirem de acordo as necessidades do povo. Seja Quilombola, Indígena, Preto ou Branco só não seja traidor. Todos os povos periféricos, uni-vos. Marchamos, marcharemos até vitória!!!





P/ Gegê, Militante do Mov. Org. de Hip Hop Quilombo Urbano e da CSP Conlutas-MA.

31 de out. de 2011

Dialeto Preto - Haiti te quero livre.

Hip Hop na Quanta Internacional

Atividades nos Bairros de São Luís Esquentam a Construção da VI Marcha da Periferia.


Quatro atividades vitoriosas em apenas uma semana. É isso mesmo, a VI Marcha da Periferia começou a ganhar as ruas e praças de São Luís com toda força. Na quarta feira, dia das crianças, duas atividades foram realizadas durante todo o dia no Bairro da Liberdade. Uma na comunidade da Floresta e outra na Boa Esperança. Regado a hip hop, reggae, músicas infantis, lanche comunitário e muita brincadeira, as atividades envolveram um grande números de moradores do bairro, sobretudo as crianças e adolescentes. Os responsáveis pelas atividades foram os membros da Posse de Hip Hop Liberdade Sem Fronteiras, CSP Conlutas e do Movimento Negro Quilombo Raça e Classe em parceira com dezenas de moradores do bairro, especialmente as mulheres.
Na sexta-feira, dia 15, foi à vez do bairro do Coroadinho onde todas as sextas funcionam a Posse “Bancada Hip Hop” em uma praça localizada na entrada do bairro. Aproximadamente 150 pessoas, a maioria jovens, se reuniram para escutar músicas, apreciar grafitagens ao vivo feitas e refletir sobre as falações que intercalavam com as atividades culturais. Também foi entregue um panfleto intitulado “Pelo Fim da Guerra Interna no Coroadinho”, tendo em vista que esse bairro esteve no centro do noticiário local e até nacional em função de conflitos ocorridos em seu interior nos últimos dias. A Bancada Hip Hop é construído por militantes independente e do Quilombo Urbano.
No sábado, dia 16, o palco foi o bairro do Bequimão, onde foi exibido e debatido o documentário “Cenas de Uma Guerra Particular”. Além disso, os presentes tiveram oportunidade de presenciar uma rodada de estilo livre no rap (Freestyle) e ler três panfletos diferentes que foi entregue por militantes do Quilombo Urbano, ANEL e Quilombo Raça e Classe, que estão construindo uma posse neste bairro. Ao final alguns moradores que residem nas proximidades da praça onde foi realizada a atividade foram pessoalmente parabenizar os seus organizadores.
Movimento de Hip Hop Quilombo Urbano.

4 de set. de 2011

O Anticristo- Atividade Interna, Mano Ygor e Gíria Vermelha

I

"Um grito de Liberdade" Versos do grupo de Rap Dialeto Preto em solidariedade ao Haiti.










Um grito da liberdade ecoa pelo mundo,
Sou Dialeto Preto, nesse novo mundo vejo muitos igual a mim,
Com vontade de vencer, de libertar o Haiti,
Diáspora africana na América a resisti,
Aos tanques de guerra, soldados, fuzil, barracos assolados,
Um governo filho da puta pelos brancos controlados,
Corpos pretos mutilados, disparou mais um fuzil,
No meio dos pretos, só a globo que não viu,
Soldadinho do Brasil, França e Uruguai,
Estrupadores, assassinos, em nome da paz,
Robores controlados dos quartéis generais,
Não tem pena do faz as comunidades,
Cyte Solé já provou o gosto da maldade,
O mau vem disfarçado em solidariedade,
Minustar a serviço dos brancos miseráveis.

28 de ago. de 2011

Solano Trindade


De todos os escritores negros ligados à coletividade negra brasileira, o que deixou presença mais forte foi Solano Trindade. Foi o primeiro, naquele tempo, a escrever com especificidade, para negros.

Solano Trindade era poeta, pintor, teatrólogo, ator e folclorista. Nasceu no dia 24 de julho de 1908, no bairro de São José, no Recife, capital de Pernambuco. Era filho de Manuel Abílio, mestiço, sapateiro, e da quituteira Merença (Emerenciana). Estudou até completar um ano de desenho no Liceu de Artes e Ofícios. A partir de então, começou a escrever. Solano Trindade foi o poeta da resistência negra por excelência.

Em 1940, transferiu-se para Belo Horizonte. Depois, chegou ao Rio Grande do Sul, fixando-se por um tempo em Pelotas, onde fundou, com o poeta Balduíno de Oliveira, um grupo de arte popular. Essa foi sua primeira tentativa de criar um teatro do povo, o que não se concretizou devido à enchente de 1941, que carregou todo o material. Voltou então para o Recife, indo logo depois para o Rio, onde, no “Café Vermelhinho”, detinha-se a discutir e a conversar com jovens poetas e intelectuais, artistas de teatro, políticos e jornalistas. Ali fez sucesso.

Em 1944, editou o livro Poemas de uma vida simples, no qual se encontra o seu declamadíssimo Trem sujo da Leopoldina. Em 1945, fundou o Comitê Democrático Afro-brasileiro, com Raimundo Souza Dantas, Aladir Custódio e Corsino de Brito.

Em 1954, esteve em São Paulo, criando, na cidade de Embu, um pólo de cultura e tradições afro-americanas. Em São Paulo, também fundou o Teatro Popular Brasileiro (TPB), onde desenvolveu uma intensa atividade cultural voltada para o folclore e para a denúncia do racismo. Em 1955, viajou para a Europa com o TPB, onde deu espetáculos de canto e dança. Em 1958, editou Seis tempos de poesia; em 1961, Cantares ao meu povo (com uma reunião de poemas anteriores).

Solano Trindade faleceu no Rio de Janeiro, em 19 de fevereiro de 1974; sua obra, continuará eternamente viva, como que escrita com brasas na pele escura de todo afro-descendente, mesmo que não queira, mesmo que não saiba.